Parte 6 – Raio X do Futebol no Norte e Centro-Oeste

Os problemas decorrentes da estrutura do calendário do futebol brasileiro afetam as cinco regiões do país. Dentre elas, a região Norte talvez seja a mais afetada por problemas logísticos em disputas nacionais, já que a maioria dos clubes está concentrada mais ao sul do país. No entanto, não é só a logística que afeta a região, a falta de profissionalização e organização de torneios faz com que o futebol profissional seja privilégio para alguns poucos clubes que ainda conseguem se manter em um calendário que dura, em média, apenas 24% de sua capacidade, o equivalente a menos de 3 meses de atividade por ano. A pequena quantidade de clubes em alguns estados também espanta, caso do Amapá que contou com apenas 5 clubes profissionais em atividade no ano de 2019, enquanto o Pará, que conta com as equipes mais tradicionais da região, teve a menor taxa de utilização do calendário do país, apenas 19,3%.

Se os problemas logísticos não afetam a região Centro-Oeste da mesma maneira que afetam o Norte, é por lá que talvez se encontre o maior potencial desperdiçado por uma unidade de federação. Em 2019, o Distrito Federal, U.F. com 8º maior PIB do país, contou com apenas dois clubes disputando alguma divisão nacional, ambos na Série D. Já no estado de Goiás, onde ficam os clubes mais famosos da região, a taxa média de utilização do calendário foi de apenas 26,7% em 2019, equivalente a 3 meses de atividade por equipe.

O Raio X do futebol no Norte e Centro-Oeste evidencia, não apenas os problemas que o calendário de ambas as regiões carrega, mas também as oportunidades pouco exploradas.

Acesse o relatório completo:

https://www.pluriconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Raio-X-do-Futebol-no-Norte-e-Centro-Oeste-PLURI-Consultoria.pdf

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